Com essa coisa de solidão, com essa coisa de se sentir indiferente em todos os lugares. Já me acostumei a ficar dentro de quatro paredes, sentada num canto, ou juntando palavras estranhas e formando textos sem sentido. Já me acostumei com o vazio que eu carrego dentro de mim, me acostumei com o meu silêncio, com os meus gritos que ninguém ouve. Já me acostumei com todos dizendo isso e aquilo, me acostumei a ficar trancada, a ficar quieta e sendo confundida por um monte de pensamentos. Já me acostumei com pessoas entrando e saindo da minha vida, me acostumei em me apegar e desapegar rapidamente. Me acostumei com a mesmice de sempre, a nostalgia de sempre. Me permiti assim. Me permiti frágil. Me acostumei.